sábado, 25 de julho de 2015
Migalhas de amor (Brenda Suerda)
"Migalhas de amor nem quero, nem dou.
Um dia alguém me propôs, me amar um pouquinho
Assim devagarzinho, sem querer correr, como quem não quer sofrer e prefere ficar no zero
Mas amor assim eu não espero, porque viver de metade é um horror
Migalhas de amor, eu nem dou e nem quero!
Mesmo assim ele insistiu, vivia me rodeando
Chegava de vez em quando, depois nem dava satisfação
Vinha um dia sim, o outro não
E esse tipo de coisa eu não tolero!
Na briga eu até modero, mas da ausência ele sentiu o sabor.
Migalhas de amor, eu nem dou e nem quero!
Um dia fui me embora, sumi! Não dei notícias.
Ele chamou até a polícia pra saber meu paradeiro.
Se atolou num mar de desespero e disse: “O destino severo, levou a mulher que eu venero!”
Ficou só ele e a dor.
Migalhas de amor, eu nem dou e nem quero!
Mas ele procurou, até me encontrar e perguntou, de cara lavada:
“Porque deixaste a morada sem me dar explicação?”
Eu disse: “Não entrego o coração só pra dançar um bolero!
Se quiser os motivos lhe numero, mas não me comprarás com uma flor,
porque migalhas de amor eu nem dou e nem quero"
E assim a história acabou!
Não fui eu que sai perdendo.
Hoje ele que está sofrendo por querer brincar de amar!
E eu cansei de avisar que malandro não considero.
Lhe ofereci amor sincero, foi ele que não deu valor.
Migalhas de amor, eu nem dou e nem quero!" - Brenda Suerda
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